3º Programa de Residência Artística do • Galpão
< RESID-20 • 20-DIZER >

INSCRIÇÕES PRORROGADAS ATÉ 24/08/2020

QUEM SOMOS

 

O • Galpão é um espaço cultural independente gerido coletivamente por artistas, criado e inaugurado em meio à pandemia do coronavírus. Fruto de contaminações e contágios, um dos vetores de criação desse novo espaço foi a relação entre ex-integrantes da gestão do Ateliê397 e artistas que trabalham no galpão localizado na Rua Gonzaga Duque, 148 na Vila Pompéia em São Paulo. É um espaço que nasce do encontro, mesmo em tempos de confinamento, pois, como podemos atestar, por meio do uso de plataformas, a distância física não significa necessariamente isolamento social. 

 

Agora não temos mais vagas, temos redes! 

Baseada nas experiências anteriores de residências artísticas realizadas no galpão, a Temos Vagas! 1 e 2, surge a residência artística digital Temos Redes! que, nesta terceira edição, ganha o nome de < RESID-20 • 20-DIZER > e propõe realizar processos de imersão plurais ao lado de residentes, organizadores, programadores culturais, críticos e curadores que colaboram com o projeto. 

Um dos objetivos é pensar novos formatos artísticos e culturais como resultado das reflexões que surgem desse período em que todos os tipos de rede se tornaram necessárias para viabilizar lugares de encontros, nesse contexto de confinamento devido à COVID-19. Outros objetivos da < RESID-20 • 20-DIZER > são: impulsionar, dentro de um contexto de experimentação, a produção de artistas, pesquisadores, críticos e curadores que buscam uma maior inserção e diálogo no circuito da arte; estimular a troca e a colaboração entre os residentes; e promover o encontro dos residentes com curadores, pesquisadores, outros artistas e com o público em geral. 

Dando seguimento aos programas de residência realizados no galpão, esta terceira edição, terá 4 meses de duração e tem como intuito oferecer aos residentes um lugar de experimentação físico e on-line para a prática cotidiana de ateliê, fazendo do acompanhamento de projetos um exercício para se pensar na viabilidade da realização de programas culturais (trabalhos, obras, performances, encontros, happenings, etc) que precisam de espaço para se realizarem, ainda que estes locais não possam ser visitados. 

Como resolver este e outros tipos de dilemas que se encontram na prática artística em meio às novas realidades que virão no pós pandemia? 

Adotando um caráter processual, a residência visa gerar um material de reflexão, pesquisa, realização de trabalhos e prototipagem na área de produção cultural. Haverá, assim, uma ênfase no processo, visando estabelecer um ponto de conexão e produção por meio de encontros entre artistas e colaboradores do • Galpão. Ao final do período de residência, objetiva-se realizar uma apresentação pública, que procura responder aos atuais desafios de produzir cultura em ambientes e plataformas virtuais em um formato a ser definido ao longo do programa, em diálogo com os residentes da edição. 

A residência terá, portanto, um caráter híbrido, utilizando-se tanto do espaço virtual das redes, quanto do espaço físico do • Galpão para fomentar a produção e o desenvolvimento das práticas experimentais dos residentes selecionados para o projeto. As equipes do < RESID-20 • 20-DIZER > e do • Galpão, junto aos residentes, têm assim o desafio de pensar coletivamente em formas seguras de ativar os ambientes de produção, sem proporcionar riscos à saúde de todes envolvides. 

Em relação aos encontros on-line, a ideia é propor ações quinzenais organizadas em rede que irão servir como disparadores de atividades (Desktop visits) . Assim, ocorrerão interlocuções em tempo real entre os residentes selecionados e orientadores (curadores, críticos, artistas, pesquisadores, organizadores e programadores culturais) que, a convite do • Galpão, participarão da residência. 

Ao longo dos meses em que ocorrerá a residência e, na medida em que determinados temas forem surgindo, orientadores organizarão grupos que se conectarão por reuniões síncronas de vídeo para elaboração de atividades propositivas visando a construção de processos e percursos. A intenção é que, a partir desses encontros, seja possível intensificar reflexões, trocas de processos artísticos, de pesquisas, de novas formas de experiências e convivência coletiva neste contexto de confinamento que estamos vivendo. 

Com esse projeto damos continuidade aos programas já realizados no • Galpão, visando a disseminação e a potencialização de um debate na arte contemporânea que não abarque apenas perspectivas dos ditos “grandes centros”. Esta nova edição de residência, devido à hibridização entre os espaços on-line e físico, traz a possibilidade e o desejo de integrar ainda mais residentes de diferentes regiões de São Paulo, das demais localidades do Brasil e, até mesmo internacionais (com ênfase na América Latina).